Mordedura de Víbora Cornuda: Caso Clínico e Revisão de Abordagem Terapêutica
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24300Palavras-chave:
Antivenenos, Coagulação Intravascular Disseminada, Mordeduras de Serpentes, Oxigenoterapia HiperbáricaResumo
A mordedura de víbora-cornuda (Vipera latastei), espécie endémica da Península Ibérica, provoca habitualmente toxicidade local e hematológica, podendo originar coagulopatia de consumo. Apresenta-se o caso de um homem de 39 anos mordido no quarto dedo da mão esquerda. A primeira dose de soro antiofídico (ViperFav®) foi administrada 10 horas após o incidente, com necessidade de duas doses adicionais por persistência de coagulopatia e trombocitopenia transitória. Implementaram-se medidas adjuvantes, cuja utilização e benefícios se encontram em discussão na comunidade médica: oxigenoterapia hiperbárica (10 sessões) e penso transdérmico de nitroglicerina para otimizar a perfusão local. A evolução foi favorável, com preservação da viabilidade digital e resolução laboratorial progressiva. Este caso evidencia a importância da administração precoce do antídoto, da vigilância hematológica contínua e o potencial benefício de integrar terapêuticas adjuvantes na prevenção de necrose e complicações sistémicas. A abordagem multidisciplinar permitiu a recuperação funcional completa sem sequelas.
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