IDH1 como Alvo Terapêutico: Eficácia e Tolerância a Longo Prazo do Ivosidenib no Condrossarcoma Avançado
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24606Palavras-chave:
Condrossarcoma/genética, Condrossarcoma/tratamento farmacológico, Isocitrato Desidrogenase/genética, Ivosidenib/uso terapêutico, Mutação, Terapia de Alvo MolecularResumo
Cerca de 20% das neoplasias ósseas malignas primárias são condrossarcomas. Os condrossarcomas convencionais avançados/recorrentes são, tipicamente, resistentes à quimioterapia e radioterapia, tendo uma sobrevivência global desfavorável, evidenciando a necessidade de novas opções terapêuticas. Apresentamos dois casos de condrossarcoma metastático com mutação do isocitrato desidrogenase 1 (IDH1) tratados com ivosidenib. No caso 1, uma mulher de 70 anos com condrossarcoma grau 2 metastático recorrente, alcançou doença estável duradoura durante 12 meses em segunda linha, após ausência de resposta à quimioterapia convencional de primeira linha. No caso 2 um homem de 63 anos, com recidiva de condrossarcoma grau 2, manteve doença estável durante 16 meses com ivosidenib em primeira linha. Em ambos os casos, o tratamento foi bem tolerado, sem toxicidades relevantes nem necessidade de ajustes posológicos. Estes casos evidenciam a utilidade do ivosidenib como opção terapêutica-alvo em doentes com condrossarcoma metastático ou recorrente irressecável com mutação do IDH1, demonstrando eficácia prolongada e excelente tolerabilidade.
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