Burnout nos Médicos Internos: Uma Perspetiva Atual
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24011Palavras-chave:
Despersonalização, Esgotamento Profissional, Internato e Residência, Portugal, Saúde Mental, Stress PsicológicoResumo
O burnout é cada vez mais prevalente entre médicos internos, com uma taxa de prevalência que varia entre 17% a 75% em certos estudos, o que evidencia a heterogeneidade metodológica e a necessidade de maior investigação e compreensão. Esta revisão bibliográfica pretende contribuir para a melhor compreensão deste tema, explorando a prevalência, instrumentos de avaliação, fatores associados, consequências e intervenções relativas ao burnout entre médicos internos. Para tal, realizou-se uma pesquisa na literatura científica publicada entre 2000 e 2024, com um total de 22 artigos que atenderam aos critérios de inclusão. O burnout acarreta consequências graves para o médico a nível psiquiátrico, mas também afeta os doentes, já que um médico incapaz de alcançar um bom desempenho no trabalho oferece uma prestação de cuidados de saúde com qualidade inferior e propicia o erro médico. Com base nos resultados apresentados, o burnout entre médicos internos é prevalente, multifatorial e influenciado por fatores organizacionais, com taxas frequentemente superiores a 50%, em particular no primeiro ano de internato e em determinadas especialidades. Os dados mostram ainda que intervenções institucionais e integradas são mais eficazes do que estratégias exclusivamente individuais, uma vez que promovem a redução significativa da exaustão emocional, da despersonalização e do impacto negativo na qualidade dos cuidados aos doentes e na retenção profissional. Para enfrentar este problema crescente, é necessário desenvolver abordagens integradas, tanto a nível institucional quanto pessoal.
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