Sobre a Revista

Âmbito

A AMP pretende  ser  reconhecida  como  uma  revista  médica  portuguesa  de    impacto  internacional,  promovendo  a publicação  científica  da  mais  elevada  qualidade  e  privilegiando  o  trabalho  original  de  investigação  (clínica,  epidemiológica,  multicêntrica,  ou  nas  ciências  básicas);  Pretende  ainda  constituir-se  como  um  fórum  de  publicação  de normas  de  orientação  e  ampliar  a  divulgação  internacional da investigação médica portuguesa.

Processo de Revisão por Pares

Todos os artigos de investigação, e praticamente todas as outras tipologias de artigos publicadas na AMP, passam pelo processo de revisão por pares. Os revisores são obrigados a respeitar a confidencialidade do processo de revisão pelos pares e a não revelar detalhes de um manuscrito ou da sua revisão, durante ou após o processo de revisão por pares. Se um revisor desejar envolver um colega no processo de revisão, deverá primeiro obter permissão do Editor. Os revisores devem informar a equipa editorial se foi usada tecnologia assistida por inteligência artificial para realizar a revisão.

Os manuscritos devem ser escritos em estilo claro, conciso e direto. O manuscrito não pode ter sido publicado, no todo ou em parte, nem submetido para publicação em outro lugar.

Os manuscritos são inicialmente avaliados pelo Editor-chefe e podem ser rejeitados nesta fase, sem serem enviados para revisores. A aceitação ou rejeição final recai sobre o Editor-chefe ou, em caso de conflito de interesses por parte deste, sobre um dos Editores-chefes adjuntos, que reservam o direito de recusar qualquer material para publicação.

A AMP adota um rigoroso processo de revisão por pares (peer review) em formato cego (single-blind), recorrendo a especialistas externos à revista que voluntariam o seu tempo em regime pro bono.

Os manuscritos recebidos são enviados a peritos nas respetivas áreas, que deverão apresentar os seus comentários, incluindo recomendações claras: aceitação, aceitação condicionada a pequenas ou grandes modificações, ou rejeição. 

A utilização de tecnologias assistidas por inteligência artificial (IA) para fins de avaliação/revisão poderá não ser permitida, pois implica  o upload do manuscrito numa plataforma não autorizada ou num software de IA, o que é considerado uma violação de confidencialidade.

Tal como os autores devem ter cuidado quanto ao rigor e objetividade do texto gerado por IA, os revisores também devem ter consciência de que os comentários de revisão por pares gerados por IA podem ser imprecisos, incorretos ou tendenciosos.

Na avaliação, os artigos poderão ser:

a) Aceites sem alterações.

b) Aceites após modificações propostas pelos consultores científicos.

c) Recusados.

Estipula-se para esse processo o seguinte plano temporal:

  • Após a receção do artigo, o Editor-chefe ou um dos Editores-chefes adjuntos analisará o manuscrito para verificar se cumpre as normas de publicação e se se enquadra na política editorial. Caso esteja em conformidade, será enviado a, pelo menos, dois revisores. O manuscrito poderá ser recusado nesta fase, sem passar pelo processo de revisão.
  • Quando receberem a comunicação de que o manuscrito transitou para revisão por pares, os autores devem proceder ao upload, enquanto documentos suplementares à submissão, da Declaração de Responsabilidade Autoral e Partilha de Direitos Autorais que se encontra no site da AMP e das Declarações de Conflito de Interesses do ICMJE, devidamente preenchidas e assinadas por todos os autores.
  • No prazo máximo de duas semanas, o revisor deverá responder ao Editor indicando os seus comentários relativos ao manuscrito sujeito a revisão, e a sua sugestão de quanto à aceitação ou rejeição do trabalho.
  • Após a recolha dos comentários dos revisores, o Conselho Editorial tomará uma primeira decisão no prazo de 15 dias. Esta decisão poderá incluir a aceitação do artigo sem modificações, o envio dos comentários dos revisores e editores para que os autores procedam às alterações recomendadas ou, alternativamente, a rejeição do artigo.
  • Os autores dispõem de 30 dias para submeter a versão revista do manuscrito, incorporando as modificações sugeridas pelos peritos e pelo Conselho Editorial. A nova versão deverá ser carregada na plataforma eletrónica da AMP, sob o mesmo processo editorial (mantendo o mesmo ID# da submissão), com todas as alterações destacadas em cor diferente/registo de alterações (track changes). Deve também ser acompanhada por um novo documento suplementar, respondendo a todas as questões levantadas pelos editores/revisores de forma clara e objetiva.
  • O Editor-chefe dispõe de 15 dias para tomar uma decisão sobre a nova versão: rejeitar ou aceitar o artigo na nova versão, ou submetê-lo a um ou mais revisores externos cujo parecer poderá, ou não, coincidir com os resultantes da primeira revisão.
  • Caso o manuscrito seja reenviado para revisão externa, os peritos dispõem de duas semanas para o envio dos seus comentários e da sua sugestão quanto à aceitação ou recusa para publicação do mesmo.
  • Após análise das sugestões dos revisores, o Editor-chefe poderá aceitar o artigo nesta nova versão, rejeitá-lo ou voltar a solicitar modificações. Neste último caso, os autores dispõem de um mês para submeter uma versão revista, a qual poderá, caso o Editor-chefe assim o determine, voltar a passar por um processo de revisão por peritos externos.

A decisão final do editor, para aceitação-rejeição de um trabalho submetido, baseia-se nos seguintes critérios:

I. Originalidade: assunto e/ou método original, com informação valiosa e apresentação de resultados novos ou confirmação de resultados anteriormente verificados.

II. Atualidade e/ou novidade: tema que está na agenda das reuniões ou comunicações científicas ou é novo.

III. Relevância: aplicabilidade dos resultados para a resolução de problemas concretos da prática clínica.

IV. Inovação e relevância: avanço do conhecimento científico, técnico e/ou prática clínica.

V. Fiabilidade e validade científica: boa qualidade metodológica evidenciada.

VI. Apresentação: boa redação e organização do texto (boa coerência lógica e apresentação do material). Apesar de os editores e revisores desenvolverem esforços para assegurar a qualidade técnica e científica dos manuscritos, a responsabilidade final do conteúdo (nomeadamente o rigor e a precisão das observações, assim como as opiniões expressas) é da exclusiva responsabilidade dos autores.

Periodicidade

A AMP é publicada mensalmente, no primeiro dia útil de cada mês.

Os números de Junho e Julho são publicados conjuntamente, no primeiro dia útil do mês de Junho.

Política de Acesso Livre

A AMP é  uma  revista  com  arbitragem  científica  (peer review) que  publica  em  open access,  com  periodicidade  mensal  , trabalhos  científicos  da  área  biomédica,  da  mais  elevada qualidade,  abrangendo  várias  áreas  do  conhecimento  médico,    para  ajudar  os  médicos  a  tomarem  melhores  decisões. 

Cookies

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Histórico da Revista

A publicação da Acta Médica Portuguesa teve início em fevereiro de 1979. Em 1987, a Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos adquiriu a AMP. Em março de 1989, a AMP passa a ser o órgão científico da Ordem dos Médicos. A partir de 2004 apenas se publica a versão electrónica. Em 2020, foram submetidos  1625 artigos através do nosso portal electrónico.