Prevalência da Hipovitaminose D em Portugal: Uma Revisão Narrativa

A 25-hidroxi-vitamina D é o melhor biomarcador de atividade biológica da vitamina D e o seu doseamento sérico tem sido usado nos estudos que avaliam a sua suficiência. As definições de deficiência e de insuficiência de vitamina D não são ainda consensuais. O ponto de corte dos níveis séricos de 25-hidroxi-vitamina D, usado para a definição de suficiência da vitamina D, poderá encontra-se na faixa de 50 a 75 nmol/L. Níveis séricos inferiores a 30 nmol/L, traduzindo uma deficiência severa de vitamina D, poderão ter efeitos potencialmente adversos na saúde esquelética e geral. A hipovitaminose D tem uma elevada prevalência mundial incluindo na Europa. Vários estudos transversais com amostragem aleatória ou de conveniência, de âmbito nacional ou local têm vindo a documentar a existência de uma elevada prevalência da hipovitaminose D, incluindo de formas severas, em Portugal. Estes estudos foram alvo de uma revisão narrativa que confirma a dimensão deste problema de Saúde Pública. As causas da hipovitaminose D estão relacionadas com um baixo aporte alimentar ou malabsorção da vitamina D e com a insuficiente exposição solar e síntese endógena, condicionadas por múltiplos fatores. Diversas estratégias têm vindo a ser estabelecidas para fazer face a este importante problema de saúde pública, incluindo a adoção de um estilo de vida mais saudável com incremento da atividade e exercício físico no exterior, do controlo do excesso de peso e obesidade e da ingestão de alimentos naturalmente ricos em vitamina D. Tendo em conta a elevada prevalência de sedentarismo e de obesidade em Portugal, assim como o insuficiente aporte de vitamina D na dieta, estas medidas poderão ser insuficientes. A suplementação e a fortificação com vitamina D poderão ser duas outras estratégias para a correção da hipovitaminose D. A suplementação dirigida a indivíduos em risco ou com hipovitaminose D confirmada não se tem revelado eficaz para reduzir de forma clara a prevalência de deficiência severa na população portuguesa. A fortificação dos alimentos, obrigatória ou voluntária, poderá ser uma opção complementar e mais eficaz do que a suplementação individualizada em populações com uma elevada prevalência de hipovitaminose D severa, como é o caso de Portugal.

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