Tetralogy of Fallot. Surgical considerations.

P B Deverall

Abstract


A cirurgia paliativa, da tetralogia de Fallot iniciou-se há pouco mais de 30 anos e a sua correcção intracardíaca tem 25 anos de existência. Os progressos técnicos da cirurgia do coração aberto permitiram com alguns grupos fazerem a correcção cirúrgica no 1º ano de vida como indicação electiva. A finalidade deste artigo e analisar a situação actual da cirurgia, especialmente no que se refere a posição dos shunts paliativos. A Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congénita em que existe conexão átrio ventricular concordante e uma anomalia característica do septo infundibular que se encontra deslocado anteriormente, rodado e mal alinhado em relação ao septo interventricular. Esta alteração anatómica é responsável pela existência de uma comunicação interventricular, e da sua intensidade, depende o grau de Dextroposição da aorta. Verifica-se também uma estenose infundibular do ventrículo direito de grau variável. O anel e a válvula pulmonar principal e seus ramos têm desenvolvimento variável mas normalmente reduzida. Sucessivamente se faz referência aos vários estádios desde o diagnóstico até ao tratamento cirúrgico e cuidados intensivos pós-operatórios. Realçam-se o papel do diagnóstico pré-operatório completo e perfeito usando todos os métodos existentes. O que se passa no Bloco Operatório é grandemente responsável pelo resultado obtido. Discutem-se os vários tipos de anastomoses sistémico-pulmonares paliativos. Para se poder optar pelo tratamento cirúrgico em dois tempos e necessário conhecer a mortalidade e morbilidade conjunta das duas operações. O tratamento cirúrgico correcto tem passado por várias fases e deve realçar-se o papel da técnica de preservação do miocárdio e da sua evolução. Na correcção intracardíaca, há vários tempos operatórios: sutura da comunicação interauricular, ventriculotomia direita, encerramento da comunicação interventricular, alargamento do infundibulo do ventrículo direito e, finalmente, encerramento e controlo dos «shunts» prévios de colaterais aortopulmonares. Finalmente discutem-se os vários problemas enunciados admitindo-se que diversos centros tenham atitudes cirúrgicas diferentes. O somatório dos dados actualmente existentes não permite uma resposta exacta em todos os problemas enunciados. E necessário continuar a análise cuidadosa de todos os dados, muito especialmente no que se refere aos resultados à distância tanto clínicos como hemodinâmicos.


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