Protocolo de Estudo Observacional: Gestão da Anemia em Dadores Alogénicos de Medula Óssea
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24267Palavras-chave:
Anemia/etiologia, Doadores de Sangue, Medula Óssea, Transfusão de Sangue AutólogaResumo
A colheita de medula óssea de dadores saudáveis voluntários para transplante alogénico, relacionado ou não relacionado, é considerada um procedimento seguro. Contudo, reconhece-se o impacto hematológico associado, incluindo a queda de hemoglobina, com potencial necessidade de suporte transfusional. De acordo com a política de vários centros de colheita, o dador colhe uma unidade de sangue autóloga que será reinfundida após a colheita de medula óssea, evitando os riscos associados à transfusão alogénica. No entanto, este procedimento tem riscos, tais como o desenvolvimento de anemia pré-colheita de medula óssea, infeção ou reação alérgica transfusional e custos associados. O objetivo do estudo é otimizar a gestão da anemia peri-colheita de medula óssea e identificar quais os dadores que podem beneficiar ou não da colheita de unidade de sangue autóloga. A população em estudo serão os dadores alogénicos de medula óssea do Instituto Português de Oncologia do Porto. O projeto divide-se em duas fases. A Etapa I (retrospetiva) envolve a recolha de dados de dadores alogénicos de medula óssea entre 2013 e 2023; a análise da cinética da hemoglobina antes e após a colheita, o uso de transfusão autóloga, suplementação e eventos adversos; a discussão dos resultados com as equipas envolvidas e a definição de novas estratégias. A Etapa II (prospetiva) destina-se à implementação das medidas definidas em dadores de medula óssea entre janeiro e junho de 2026, e à comparação dos resultados obtidos. Espera-se identificar perfis de dadores que beneficiam ou não da colheita de uma unidade de sangue autóloga, permitindo otimizar a prática clínica, reduzir riscos e custos e melhorar a recuperação hematológica.
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