RADIOTERAPIA EM TUMORES HIPOFISÁRIOS

 

Com este trabalho pretendemos avaliar, de forma retrospectiva, os resultados da radioterapia externa convencional em doentes com tumores hipofisários. Entre Outubro de 1970 e Maio de 1998, 27 doentes com tumores hipofisários, seguidos no Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo dos Hospitais da Universidade de Coimbra, foram submetidos a radioterapia (RT) no Instituto Português de Oncologia.

 

Sete tumores estavam classificados como não funcionantes, 17 como somatotrofinomas, dois como prolactinomas e um como corticotrofinoma. Em 96,3% dos casos a RT foi utilizada como terapêutica adjuvante e em 3,7% como primária. A maioria dos doentes foi submetida a RT convencional fraccionada por telecobaltoterapia com dois campos paralelos. A dose administrada variou entre os 45 e os 52 Gy. Antes e após a terapêutica, os doentes efectuaram avaliação da função ante-hipofisária, oftalmológica e o estudo imagiológico. Têm, actualmente, um tempo de seguimento médio de 126,3 meses. Houve redução significativa do volume do resíduo em 66,6% dos adenomas não secretores e 25% dos secretores. Em 30% dos casos, houve normalização dos níveis hormonais e em 55% estabilização ou diminuição. Nas complicações, há a salientar: hipopituitarismo, A.V.C. (três doentes), edema cerebral (um doente), alterações da memória (dois doentes) e surdez e hipoacúsia (dois doentes). Não há a registar nenhum caso de neoplasia secundária.

Palavra-chave: Radioterapia, Adenomas hipofisários.