Susceptibilidade aos Antimicrobianos de Streptococcus pyogenes, Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumonia e Moraxella catarrhalis de infecções respiratórias adquiridas na comunidade em 2000

 

O Estudo Viriato é um estudo nacional, multicêntrico e prospectivo, da susceptibilidade aos antimicrobianos das principais bactérias responsáveis por infecção do tracto respiratório adquirida na comunidade.

 

No ano de 2000 participaram 28 laboratórios de todo o País. Isolaram-se 1071 microrganismos que foram estudados num laboratório coordenador. Das 213 estirpes de Streptococcus pyogenes de doentes com amigdalo-faringite aguda, todas eram susceptíveis à penicilina, amoxicilina/iclavulanato e cefuroxima, mas 21,1% eram resistentes à eritromicina, claritromicina, azitromicina e 16,4% à tetraciclina. De doentes com infecção do tracto respiratório inferior estudaram-se 403 estirpes de Hoemophilus influenzoe, 366 de Streptococcus pneumonioe (Pneomococcus) e 89 de Moraxeila cotarrhalis. Demonstrou-se produção de ß-lactamase em 13,1% de H. influenzae e 94,4% de M. catarrhalis. Em S. pneumoniae 25,1% das estirpes eram resistentes à penicilina (8,8% com resistência elevada), 14,5% à tetraciclina, 12,8% à eritromicina, claritromicina e azitromicina, e 10,1% à cefuroxima. De entre o conjunto de antibióticos ensaiado, a penicilina foi o mais activo contra S. pyogenes e a amoxicilina/clavulanato o mais activo simultaneamente contra H. influenzoe, S. ptieumoniae e M.catarrhalis.

Palacra-chave: infecção respirotoria, comunidade, antibioticus, resistência Portugal