Avaliação da analgesia após cesariana

 

OBJECTIVO: Este estudo prospectivo teve como finalidade avaliar a qualidade da analgesia pós cesariana comparando três dos métodos mais frequentemente utilizados. METODOLOGIA E POPULAÇÃO: Foram avaliadas todas as mulheres submetidas a cesariana electiva ou urgente, sob anestesia geral ou loco regional, durante um período de três meses, num total de 129 puerperas.

 

Foram utilizados três tipos de analgesia pós-operatória: petidina via endovenosa associada a paracetamol via oral (Grupo 1 - 26 casos), morfina via epidural (Grupo 2 – 58 casos), morfina via epidural associada a propacetamol endovenoso (Grupo 3 – 45 casos). A qualidade da analgesia foi avaliada em relação a dor em repouso e á mobilização segundo escala analógica em graus: 0 - sem dor; 1 - dor ligeira; 2 - dor moderada e 3 – dor intensa. Em relação ao grau de satisfação com a analgesia foi usada uma escala verbal de muito bom, bom, suficiente ou mau. Foram também registrados os efeitos colaterais. RESULTADOS: Na resposta a analgesia registaram-se graus de dor quer em repouso quer à mobilização significativamente menores quando se utilizou analgesia epidural, comparada com a Petidina endovenosa. As diferenças entre o grupo 2 e 3 não foram estatisticamente significativas. Resultados semelhantes foram encontrados em relação ao grau de satisfação. 50% das mulheres submetidas a analgesia epidural referem uma classificação de muito bom o que apenas ocorre em 4% das que fizeram petidina endovenosa. A associação de propacetamol endovenoso à morfina epidural apresentou maior percentagem de casos com classificação muito bom e bom, comparada com a utilização apenas de morfina epidural mas a diferença não foi significativa estatisticamente. O prurido é mais frequente nas situações de analgesia epidural. CONCLUSÃO: Deste estudo podemos concluir que a analgesia por via epidural é a mais eficaz, com bom grau de satisfação materna e efeitos colaterais mínimos.