Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

 

O conceito de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) reúne duas entidades, a Bronquite Crónica (B.C.) e o Enfisema Pulmonar (E.P.). A sua característica fisiopato1ógica comum é a de evoluírem para uma limitação dos débitos expiratórios, persistente e de tendência progressiva.

 

A hiperreactividade brônquica poderá estar presente e, por um período variável após o diagnóstico, poderá observar-se reversibilidade parcial da obstrução ventilatória. A coexistência de B.C. e E.P. é o mais comum. O tabagismo é o factor de risco que isolado, ou associado a outros aerocon-taminantes, domina a etiologia da DPOC. Assim, a tendência epidemio1ógica da DPOC segue a prevalência dos hábitos tabágicos na população. Doentes com VEMS < 75% da CVF e aqueles em que o VEMS diminui mais do que 30 ml por ano devem ser considerados com risco de evolução para DPOC. A avaliação do VEMS tem interesse para a monitorização da doença e como guia para a terapêutica, constituindo um elemento válido para a definição dos graus de gravidade na DPOC. O principal objectivo no combate à DPOC é o da generalização da prevenção primária, reduzindo o número de pessoas que iniciam o consumo de tabaco, principal causa da doença. Uma vez instalada a doença, os objectivos da terapêutica podem ser definidos: promover a melhoria de sintomas; prevenir e tratar as exacerbações recorrentes; reduzir ao máximo o declínio funcional a curto e a longo prazo; melhorar a perfomance para as actividades da vida diária e a qualidade de vida; impedir ou minimizar os efeitos adversos da terapêutica. O aumento da sobrevida e a redução da mortalidade são metas desejáveis que, estando relacionadas com uma estratégia global de combate à doença, dependem sobretudo da interrupção do tabagismo, da minimização da obstrução brônquica e da correcção da hipoxémia crónica.