Fístulas durais do andar anterior

 

As fístulas durais do andar anterior são raras. Os autores apresentam cinco casos de fístulas durais do andar anterior, com ênfase na apresentação clínica, aspectos imagiológicos, tratamento e resultados dos doentes apresentados. Em quatro casos, a hemorragia foi a forma de apresentação; no outro caso o doente foi investigado por cefaleias.

 

Em dois casos as aferências arteriais eram bilaterais, em dois casos unilaterais e num caso predominantemente de um lado. A contribuição da carótida externa quando presente era mínima. A drenagem venosa envolvia o seio sagital superior, as veias silvianas e o seio cavernoso. Em três doentes associavam-se aneurismas venosos no andar anterior; destes, dois apresentaram-se com hemorragia, mas o terceiro mantém-se assintomático há sete anos. Três doentes foram tratados cirurgicamente, com exclusão do ponto de fístula, sem complicações e com controlo angiográfico normal. Os nossos casos, em concordância com a literatura, confirmam o carácter agressivo das fístulas durais do andar anterior. O tratamento cirúrgico é eficaz, devendo ser o mais precoce possível. O tratamento endovascular pode ser tentado, mas é tecnicamente difícil e com custos elevados.

Palavras-chave: Andar anterior, fístulas durais, hemorragia cerebral, angiografia