| Caracterização Imunológica e Epidemiológica dos Não-Respondedores / Hipo-Respondedores à Vacina da Hepatite B |
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A descoberta de urna vacina eficaz na prevenção da hepatite B veio permitir uma redução importante da morbilidade e mortalidade atribuíveis a esta doença infecciosa. No entanto, 2 a 10% dos adultos saudáveis não respondem à vacinação com produção de anticorpo anti-HBs em títulos considerados protectores (admitindo-se como protectores, doseamentos do ac, anti-HBs > 10 UI / L). |
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Reconhecendo este facto, os autores procuraram estudar factores epidemiológicos (sexo, idade, obesidade, hábitos tabágicos e alcoólicos, antecedentes patológicos) e imunológicos (hemograma, doseamento de imunoglobulinas séricas e subclasses de IgG, populações e sub-populações linfocitárias) de um grupo de vinte técnicos de Saúde com fraca resposta - ac. anti-HBs < 50 UI / I. - a uma vacina de recombinação genética (Engerix B ®). Os resultados obtidos foram comparados com os de um grupo idêntico de respondedores (ac. anti-HBs > 100 UI / L) retirado da mesma população. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no que diz respeito aos dados epidemiológicos pesquisados, ao hemograma com contagem diferencial de neutrófilos e linfócitos, bem como ao doseamento de IgG, IgA, lgM, IgG l, IgG2, IgG3. Os não-respondedores / hipo-respondedores apresentaram valores de IgG4 (X = 54,53 +- 59,8 mg/dl) significativamente (p = 0,038) superior aos respondedores (X = 33,76 +- 31,3 mg/dl). No respeitante às populações e sub-populações linfocitárias, apenas foram encontradas diferenças com significado estatístico (p < 0,05) na quantificação dos linfócitos T duplamente negativos (D.N.) cujo valor médio foi mais elevado nos respondedores (X = 6,5 +- 4,1 % versus X = 4,6 +- 2,3 %). Conclusões: Apesar da eficácia reconhecida das novas vacinas de recombinação genética, há indivíduos aparentemente saudáveis incapazes de uma resposta considerada protectora contra a infecção pelo Vírus da Hepatite B (VHB), O reduzido tamanho das amostras em causa não per-mitiu valorizar as diferenças encontradas na quantificação de IgG4 e dos linfócitos T D.N., sendo desejáveis estudos envolvendo maior número de indivíduos. Parece-nos justificar-se um investimento na investigação das eventuais causas das resposta vacinais não protectoras e nas estratégias futuras de imunização dos não / hipo-respondedores. O elevado risco de contágio por exposição aos fluidos orgânicos dos indivíduos infectados pelo VHB, torna prioritária a imunização adequada dos profissionais de Saúde. |
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