| Teleconsulta em Neurologia na Unidade de Saúde Abordagem preliminar |
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Este trabalho está estruturado do seguinte modo: Primeiramente faz-se uma abordagem do impacto das doenças neurológicas na prática dos Clínicos Gerais (CG). Duma revisão extensa da literatura conclui-se que a incidência de queixas neurológicas na Clínica Geral varia entre os 7 e os 15%, e que as queixas de perturbações do sono atingem cerca de 26% dos casos. |
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De seguida faz-se uma análise breve do impacto da telemedicina na Clínica Geral. Tendo em conta a novidade do método apresenta-se um modelo predictor da utilização da teleconsulta que está a ser desenvolvido e testado. Num terceiro passo faz-se a análise prática da situação actual de referenciação da Clínica Geral para a Consulta do Hospital de Santa Maria (HSM), dando-se conta das medidas prévias que visaram a resolução do problema das listas de espera e de uma adequada referenciação. Seguidamente apresenta-se a metodologia utilizada a qual inclui o desenvolvimento e implementação das tecnologias necessárias à teleconsulta e a discussão e aplicação de protocolos médicos que integrem dados clínicos, benefícios e custos. Paralelamente fez-se uma análise de previsão das necessidades da teleconsulta em Neurologia tendo por base os dados da literatura e vários modelos de adesão, mais ou menos optimistas. A teleconsulta iniciou um funcionamento regular em Junho de 1998. Analisamos pois os resultados das primeiras 14 semanas de utilização. Verificou-se que a referenciação estava de acordo com o desenvolvimento esperado, isto é, calculado teoricamente, que as vantagens eram evidentes em termos de melhoria diagnóstica e terapêutica, de orientação de exames, de evitação de custos e de deslocações ao HSM. O tempo médio utilizado por teleconsulta foi também reduzido. No seu conjunto os dados fazem prever que este método é eficaz, útil e susceptível de reduzir custos substanciais ao sistema de saúde. |
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