| Infusão de Leucócitos de Dador Após a Transplantação Alogénica de Células Estaminais |
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A imunoterapia do receptor de transplante alogénico de células estaminais com células mononucleadas colhidas do sangue periférico do respectivo dador conheceu um impulso significativo nos últimos anos, principalmente no tratamento da recaída da doença hematológica primária e na prevenção e terapêutica de algumas complicações virais pós-transplante. |
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Os doentes em que esta técnica foi utilizada tinham recaída de leucemia mielóide crónica, tendo sido re-induzida remissão completa na maioria dos casos. As principais complicações desta terapêutica são o desenvolvimento de doença do enxerto contra o hospedeiro e a aplasia medular. Para limitar o aparecimento da primeira foram, até a data, desenvolvidas três estratégias: a infusão de doses crescentes de leucócitos de dador, a depleção de células CD8+ e a infusão de células portadoras do gene de cinase da timidina, que as torna sensíveis ao ganciclovir. As duas principais complicações infecciosas pós-transplante tratadas com leucócitos de dador são as doenças linfoproliferativas induzidas pelo vírus de Epstein-Barr e a infecção pelo citomegalovírus. Na primeira, que surge com maior frequência em receptores de transplante não familiares e/ou não compatíveis com depleção de células T, foram utilizadas com sucesso tanto leucócitos não separados do sangue periférico como linfócitos T específicos para o vírus de Epstein-Barr. Na prevenção da infecção a citomegalovírus, a infusão de clones de linfócitos T específicos para o vírus restaurou a imunidade específica para o vírus e impediu a sua reactivação no período pós-transplante. clínico. |
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