| Endocardite Infecciosa |
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Os autores apresentaram duas séries de casos de Endocardite Infecciosa (E.I.) internados no mesmo Serviço do Hospital de Curry Cabral, mas com intervalo de 10 anos. A primeira série (20 doentes) incluía os doentes observados de 1970 a 1976. A segunda série incluía 65 doentes observados desde 1988 até 1998. Na primeira série destacava-se a apresentação da endocardite na forma clássica atingindo as válvulas esquerdas, tendo a maioria dos doentes lesão valvular preexistente.Quase metade apresentava formas típicas de endocardite subaguda provocada por Streptococcus viridans. |
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Na Segunda série a maioria dos doentes tinha hábitos de toxicodependência, não apresentava lesão valvular pre-existente. A apresentação era aguda, as válvulas direitas eram atingidas frequentemente e os Staphylococcus constituíam os agentes bacterianos prevalentes. A idade dos doentes das duas séries era estatisticamente diferente (p<0.05). Realça-se na última série o valor diagnóstico da ecocardiografia, quer transtorácica (ETT), quer transesofágica (ETE). Na última série dão-se detalhes da evolução comparativa dos toxicodependentes, conforme estavam infectados ou não pelo VIH. Dão-se também detalhes da evolução dos doentes seropositivos para o VIH consoante a contagem de linfocitos CD4 no sangue periférico. Confirma-se na última série o relativo bom prognóstico das E.I. Infecciosas tratadas em toxicodependentes, mesmo com infecção por vírus VIH. |
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