| Leptospirose Humana Breves considerações a propósito de uma casuística |
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A leptospirose, zoonose de distribuição mundial, pode apresentar um polimorfismo que dificulta o diagnóstico, especialmente em áreas de clima temperado, onde outras entidades clínicas podem mascarar os aspectos principais. Os autores descrevem 42 casos de doentes com leptospirose que foram internados no Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Geral do Centro Hospitalar de Coimbra desde 1990. Foram analisados os aspectos epidemiológicos, manifestações clínicas, achados laboratoriais, tratamento e evolução. |
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Do total dos doentes, 23 eram do sexo masculino 8 (54.8%) e 19 do sexo feminino (42.5%), com idades variando de 17 a 82 anos. A maior parte dos casos correu em situações de risco profissional, especialmente naqueles em que houve contacto com animais ou água estagnada. Todos os casos foram confirmados serologicamente (por MAT ou ELISA). As formas anictéricas representaram 42.9% do total de doentes , o que implicou que em muitos casos o diagnóstico não fosse imediatamente evidente. Os sintomas principais, para além da febre (97.6%) e da icterícia (57.1%), foram mialgias (71.4%), cefaleias (42.8%) e náuseas (33.3%). O atingimento renal foi comum (52%), mas ocorreram formas mais severas, que implicaram hemodiálise em três doentes; para além disso, em serotipos mais frequentes foram L. icterohaemorraghiae (28.5%), L. australis (14.3%), L. grippothyphosa (11.9%) e L. canicola (9.5%). Dois faleceram (4.7%) e os restantes tiveram uma boa evolução. O diagnóstico de leptospirose pode ser retardado quando não se inclui esta infecção no diagnóstico diferencial inicial. Os autores sublinham a importância de uma exaustiva história epidemiológica , para equacionar o diagnóstico face a manifestações clínicas pouco específicas. |
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