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Leia a Última Edição!

II Série Volume 34 Número 12
Dezembro 2021

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Glioblastoma multiforme ... com apresentação multifocal.

17- Glioblastoma multiforme ... com apresentação multifocal.

18- Espondilodiscite: que etiologia?

19- Abordagem do síndrome vertiginoso.

20- Sarcoidose em adolescente.

 
   

Impacto da Poluição Atmosférica nos Sintomas Diários de Asma



Introdução: O impacto da poluição atmosférica nas doenças respiratórias, nomeadamente na asma, tem sido objeto de numerosos estudos. A repercussão da poluição na sintomatologia diária dos doentes asmáticos tem sido menos estudada. Pretendemos estudar a relação entre a intensidade dos sintomas diários de asma e a variação dos níveis de poluição.
Material e Métodos: Foram selecionados doentes com diagnóstico de asma, sendo instruídos para anotar diariamente a intensidade dos seus sintomas respiratórios, expressa numa escala de 0 a 5, nos meses de março e abril de 2018. O website da Agência Portuguesa do Ambiente foi consultado e registaram-se os níveis diários de poluentes medidos pelas duas estações locais de monitorização durante o mesmo período. Os dados foram analisados utilizando um modelo causal temporal com a finalidade de relacionar os níveis de poluentes – partículas inaláveis com diâmetro menor que 10 μm, ozono, dióxido de nitrogénio e monóxido de carbono - com a intensidade dos sintomas de asma dos doentes.
Resultados: Dos 135 calendários entregues, 35 foram corretamente preenchidos e devolvidos. A mediana de idades dos doentes foi de 47,0 anos, sendo 18 do sexo feminino. O melhor modelo estatístico obtido identificou o ozono como a ‘causa Granger’ mais relevante para os sintomas de asma. A qualidade do modelo traduziu-se por um R2 de 0,92. A correlação entre os valores de ozono e os valores dos sintomas de asma foi mais significativa após cinco dias. Para os outros fatores identificados verificou-se um desfasamento de quatro a cinco dias.
Discussão: Os nossos resultados sugerem, de forma significativa, uma relação entre a variação dos sintomas de asma e os níveis de poluição, mesmo dentro dos limites considerados aceitáveis pelos padrões nacionais e internacionais. A reduzida dimensão da amostra foi, no entanto, um fator limitativo das conclusões e não permitiu a análise de outras varáveis potencialmente envolvidas.
Conclusão: No período e local estudados, os poluentes atmosféricos comportaram-se como fatores de variação da intensidade dos sintomas de asma. O nível de ozono foi o melhor fator preditivo das variações da sintomatologia. Os níveis de partículas inaláveis, com diâmetro menor que 10 μm, de monóxido de carbono e de dióxido de nitrogénio foram identificados como marcadores secundários. O desfasamento temporal entre as variáveis com melhor correlação sugere um possível efeito retardado dos poluentes sobre os sintomas respiratórios.

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