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Leia a Última Edição!

II Série Volume 34 Número 10
Outubro 2021

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Hipoplasias cerebelosas.

17- Hipoplasias cerebelosas.

18- Pneumonia Necrotizante – Uma Complicação Rara

19- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

20- Osteopatia estriada com esclerose craniana.

 
   

Artrite Séptica de Articulação Nativa em Adultos: Estudo Retrospetivo de Nove Anos num Hospital Universitário Português



Introdução: A artrite séptica representa uma patologia grave que pode levar à destruição articular e diminuição funcional a longo prazo. Adicionalmente à drenagem articular, uma antibioterapia efetiva é crucial. O objetivo deste estudo consistiu em avaliar as características epidemiológicas e clínicas dos doentes admitidos com diagnóstico de artrite séptica e analisar a terapêutica antimicrobiana, estabelecendo orientações locais de tratamento antibiótico empírico.
Material e Métodos: Análise retrospetiva de doentes adultos admitidos no Centro Hospitalar Universitário do Porto com artrite séptica de articulação nativa de 2009 a 2017. Foram revistos os resultados microbiológicos, os perfis de suscetibilidade aos antimicrobianos e os registos médicos.
Resultados: Dos 97 doentes incluídos, 59,8% eram do género masculino, com uma idade média de 61 anos. A comorbilidade mais comum foi a diabetes mellitus (20,6%). O joelho foi a articulação mais afetada (71,1%). Realizou-se artrocentese em todos os doentes, com isolamento microbiano em 50,5% dos produtos. O Staphylococcus aureus foi o microrganismo mais frequente, sendo sensível à meticilina, em 86% dos casos. As bactérias Gram-negativo foram o agente causal em 15% das infeções. A associação do carbapenemo e vancomicina foi a antibioterapia empírica mais comummente iniciada (30,9%), embora em 89% dos casos a amoxicilina/clavulanato teria sido apropriada como regime inicial.
Discussão: O principal agente etiológico foi o Staphylococcus aureus, continuando o Staphylococcus aureus resistente à meticilina a ser um agente raro. A percentagem de bactérias Gram-negativo implica a sua cobertura como terapêutica empírica, embora não tenha havido casos de infeção por Pseudomonas. Por isso, a utilização empírica de um antibiótico com atividade antipseudomónica não é necessária.
Conclusão: A cobertura antibiótica de Staphylococcus aureus resistente à meticilina e Pseudomonas não é obrigatória, mas pode ser considerada na presença de alguns fatores de risco específicos. A amoxicilina/clavulanato é uma antibioterapia empírica adequada para a artrite séptica de articulação nativa, permitindo reduzir a utilização inadequada de antibióticos de espectro mais alargado.

Leia aqui o artigo completo (apenas em inglês).